segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A Noite

Era noite de lua cheia
No cais, ela cantou o canto da sereia
E com seu sorrisinho cativante e singelo
Invadia e conquistava o meu castelo

“Estou com frio! Na verdade... Quero te abraçar”
E abraçados estávamos a ver o mar
Era uma noite linda! Aquela brisa... Aquela maresia...
Aqueles cabelos macios... E tudo de cortesia

Foi tudo tão especial
Único e essencial
A minha primeira sensação
Sob a árvore, sentíamos aquela vibração

Foi tudo tão devagar, naquele momento
Pude analisar cada sentimento
Aquele balanço, das folhas, agradável
Aquele balanço, dos seus cabelos, desejável

E por fim da noite infindável
Fica em minha memória
O seu carinho irrefutável
Pra eu contar a nossa história


por V. Pedral

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Lua Azul

Ao despertar da noite
Ela nasce, cheia e bela
Pronta para fazer esquecer a foice
Que a morte há de cravar nela

Os olhos dos casais aflitos
Querem para seu futuro o destino
Não sabem que ela engana e alucina
Ao mesmo tempo em que a alma se fascina

À beira de um lago
Sentados e abraçados
Contemplando a lua e o seu doce véu
É aquela que palpita os corações lá do céu

A Dona da visão, a Dona da razão
Uma espiral de mudanças
A matriarca da transformação
Um pensamento perdido, encontrado na esperança

Ilusão de ótica real
Tão perto e tão distante
Esse sentimento paradoxal
De um surrealismo relutante

E no fim das trevas
Ela morre, cheia e bela

À beira de um lago
Sentados e abraçados
Contemplando a lua e o seu doce véu
É aquela que palpita os corações lá do céu


por V. Pedral