Ao despertar da noite
Ela nasce, cheia e bela
Pronta para fazer esquecer a foice
Que a morte há de cravar nela
Os olhos dos casais aflitos
Querem para seu futuro o destino
Não sabem que ela engana e alucina
Ao mesmo tempo em que a alma se fascina
À beira de um lago
Sentados e abraçados
Contemplando a lua e o seu doce véu
É aquela que palpita os corações lá do céu
A Dona da visão, a Dona da razão
Uma espiral de mudanças
A matriarca da transformação
Um pensamento perdido, encontrado na esperança
Ilusão de ótica real
Tão perto e tão distante
Esse sentimento paradoxal
De um surrealismo relutante
E no fim das trevas
Ela morre, cheia e bela
À beira de um lago
Sentados e abraçados
Contemplando a lua e o seu doce véu
É aquela que palpita os corações lá do céu
por V. Pedral